Você está ao seu lado!

Não sabendo que o Leão a espreitava, a raposa exalta a lei da selva ao se deparar com a galinha!

Assim, os seres humanos exaltam suas liberdades frente a seus interesses, desconhecendo e ignorando as forças maiores, a liberdades mais amplas que o cercearão!

Os papéis de opressor e oprimido, são, assim, exercidos por todos, simultaneamente, variando não de acordo com o postulante, mas de acordo com o interlocutor.

Todos somos, portanto, opressores e por oprimidos. Em menor ou maior grau.

A regra, a lei, a liberdade, o direito, que enalteço em meu favor, deve, inexoravelmente, me desfavorecer no mesmo grau ao favorecer o agora desfavorecido.

Noutras palavras, o direito, a lei, a regra, a liberdade, ainda que não estanques, nem inertes, vão sempre valer, a meu bem, ou não.

Não se moldam a meu querer ou ao meu favor, mas sempre em favor da justiça, deusa fatigada na luta e na guerra árdua e cotidiana contra os próprios ditames, contra os esbravejos de quem enganosamente, ou obscuramente, a tomam para si!

O exercício mais difícil nessa selva de liberdades, direitos, regras, e leis, é, sem dúvida, o da ALTERIDADE!

DEMOCRACIA PARA QUE TE QUERO!?!?

agora atenasHá aproximadamente 2500 anos (Séc. 5 a.C.) iniciava, sob os auspícios legislativos de Drácon e Sólon a Democracia de Atenas, ou democracia Grega. Apenas duzentos anos depois tal regime já se encontrava em crise.

Na mesma época, um Cidadão Grego de nome Sócrates tecia duras críticas ao regime. Sim! Sócrates era crítico a Democracia! E não só ele. Seu pupilo Platão, e o pupilo de seu pupilo, Aristóteles, também o eram.

É certo que a democracia ateniense era distinta da que vivenciamos hoje. Naquela época cerca de 30% da população tinha capacidade democrática para participar das decisões da Polis (Direito a Voto e Elegibilidade).

A despeito das diferenças, seguimos em análise.

Sócrates não deixou escritos. Seus ensinamentos e pensamentos ficaram guardados graças, sobretudo, aos escritos de Platão.

Em um de seus escritos[i], Platão retrata um diálogo entre Sócrates e Glauco. O primeiro interroga o segundo em uma abstração metafórica sobre quem seria mais bem capacitado para conduzir um barco: um especialista estudado em náutica, ou um marinheiro qualquer que gozasse da admiração e predileção da tripulação!?

Para Sócrates, enquanto os cidadãos tiverem como parâmetro a eleição de alguém por simples empatia, admiração ou até adoração, sem considerar suas capacidades de governar, suas atribuições intelectuais, sua experiência, estaremos todos – inclusive a própria democracia – fadados a ruína.

Talvez as diferenças entre os mais de 2500 anos sejam meras formalidades. Parece-nos que a mesma crise que abalou a democracia grega nos idos do Século 3 a.C. ainda nos assola.

Esse texto não é uma crítica tão somente ao governo atual (mas também o é), mas mais que aos nossos governos (se voltarmos aos anteriores veremos que também foram eleitos por empatia), a crítica é feita a nós.

Sócrates dizia que o voto é uma habilidade que deve ser ensinada! Já se foram mais de 23 séculos e ainda engatinhamos como cidadãos na habilidade de votar.

Há tempo para tudo! disse o sábio Salomão.

Talvez, nosso tempo, seja o de aprendermos a votar!

[i] Livro “A República” de Platão

DESONESTIDADE INTELECTUAL

Adianto, esse texto não tem viés político, partidário, e, nem tampouco, defende ideais ou teorias.

É apenas uma manifestação de minha irritabilidade com a crescente onda de Desonestidade Intelectual.

Em Tempos de informações borbulhantes, de discussões efêmeras, de redes sociais que estremecem relações, e posts, twets, etc. Me incomoda o “achismo”, e mais que isso, as “certezas” vazias que brotam de cabeças idem.

Mais uma vez ressalto. Esse texto não tem lado! Ou melhor, tem sim! O lado que pensa, mas só o faz depois de reflexão, leitura, estudo, discussão (sadias), e de muita pesquisa.

Poderia falar de muitos temas. Mas pra fugir (‘Pero no mucho”) da política, vou usar como base a economia, ou macro economia.

Leio, ouço e vejo esbravejamentos tresloucados aos quatro ventos (ou seriam quatro mídias – face, insta, twitter, e whatsapp) com críticas severas a uma ou outra escola ou teoria econômica.

Porque o Liberalismo ou Neo Liberalismo é cego e destruirá a nação! Venderá nossas reservas ao estrangeiro. É teoria deslocada com a realidade social. E assim seguem…

Doutro lado.

Esse marxismo impede que a economia do país cresça! Precisamos impedir o socialismo e o comunismo marxista antes que transformem o Brasil em uma Venezuela!

Desculpe-me o pleonasmo, mas ressalto novamente.

Não estou aqui para apedrejar um ou outro lado. Discordo e concordo em partes (em alguns poucos pontos na verdade) com ambos os lados.

Mas me incomoda que críticos ao marxismo nunca tenham lido Marx! (Ou Engels, ou Piketty)

Me irrita que aqueles que apontam os erros do Liberalismo nunca tenham lido Hayek (ou Mises, ou Adam Smith)

E o que vejo é que as pessoas que os leram, via de regra, são as menos enfáticas em suas opiniões!

O que diria você de um ateu que nunca leu a bíblia, discordar com veemência e até intolerância, dos ensinamentos de Jesus?

Hipocrisia tem limites, e o limite da hipocrisia é a LEITURA!

P.S. – Leiam os originais!

Sabores e dissabores de um futuro que já chegou!

A temática é vasta! Provavelmente escreverei muito sobre isso. Há dilemas, há avanços, há devaneios, há caminhos nunca dantes caminhados, há sonhos e ilusões concretos, há equívocos de mentes outroras brilhantes.

O futuro, que tanto almejamos, tanto sonhamos, tanto desenhamos, tanto escrevemos, tanto ansiamos, chegou!

Imponente, prepotente, incólume, e, também, devastador!

Lemos por esses dias a triste notícia de que a Ford fechará umas das mais tradicionais fábricas automotivas brasileira.

Há muita história envolvida, muito emprego, muitas políticas públicas e privadas, muitas decisões acertadas ou não nesse “fechamento”.

Uns maldirão os políticos. Lula, PT, PSDB, Bolsonaro.

Não se trata disso especificamente.

(Embora sejamos em todos os níveis afetados, bem ou mal, por estas “gestões”).

Mas nesse ponto. Trata-se do futuro! Sim, ele chegou!

Dias antes da notícia da Ford ouvimos especulações de que a também ianque Chevrolet deixaria o Brasil.

Alguns dias antes ainda, a notícia de que a Ford não mais faria veículos das espécie Hatchs, sedans, “peruas”, etc, atendo-se tão somente a produção exclusiva de Pick ups e SUVs.

Isso em seu próprio território natal -EUA.

A que se deve tais notícias e ações? Ao futuro!

As necessidades automobilísticas, e, ademais, de logística e transporte, não são as mesmas de tempos atrás.

E serão ainda mais diferentes de aqui por diante.

Meios alternativos. Combustíveis alternativos. Compartilhamento. Novas visões de distâncias num mundo tão globalizado. Tudo isso muda o consumo automobilístico.

Morar perto e Compartilhar transporte são culturas que afetam o mercado com uma força maior que qualquer política pública ou privada de alavancagem de vendas.

Sem falar que carros já não são objetos de desejo como dantes. O status automobilístico já não brilha e não reluz como ouro!

A verdade meus amigos, é que o futuro chegou! E do mesmo modo que está afetando como um direto de direita na face da indústria automobilística, também chegará a todos nós de alguma forma.

Pense! Sua profissão existirá em 10 anos? Sobreviverá a 20 anos de evolução e revolução tecnológica?

Você está preparado para um futuro que já chegou?

Qual é o seu Branding?

Esse texto foi feito pensando em você! Sim você!!!

Qualquer você.

Existem milhões de pessoas como você. Seja você gordo ou magro, alto ou baixo, pobre ou rico, assalariado ou profissional liberal, empresário, seja micro ou mega.

Também serve as empresas. Sejam elas pequenas ou grandes, familiares ou S.A.s, de pequeno alcance ou multinacionais.

Servem também a administradores e a administração pública.

Há milhões de você no mundo.

Dito isso, quem é você? O que te diferencia? Qual a sua marca?

Adianto que não falarei de legado (reservo a temática a outro texto). Legado é sua obra, Branding é o modo que a construiu.

Legado é o que você deixará na memória, pra posteridade. Branding é sua digital. É sua marca.

Muitos deixaram legados de paz e altruísmo. Gandhi, Madre Tereza, o próprio Jesus. Mas cada um o fez com sua digital, a sua maneira, imprimindo sua marca, seu jeito especial e particular de fazer acontecer.

Volto a pergunta título. Qual é o seu Branding?

Como você conduz sua vida? Como você lida com a crise? Como você lida com os louros, as conquistas, a glória!?

Muitos vão conhecer o seu legado, mas um universo muito maior de pessoas vão se lembrar muito mais do seu Branding.

E isso vale pra você. Lembra! Qualquer você! Inclusive pra sua empresa, pra sua gestão pública, etc.

Cuide do seu Branding, ele, provavelmente é a primeira imagem que estará colado a você pro resto da vida! E ele pode potencializar seu legado, e também pode anula-lo, ou até arruína-lo.

Qual é o seu Branding?

Não foi acidente – parte dois

Há dois meses visualizei em meu perfil de uma rede social, uma triste lembrança. O rompimento da barragem em Mariana MG.
O título da publicação que compartilhei naquela ocasião era “Não foi acidente”, uma forma de denúncia do descaso com a barragem em Mariana. A denúncia falava de outras barragens em situação aparentemente similar.

Hoje, 3 anos e dois meses depois daquela tragédia vivemos uma mais.

Brumadinho, um dos muitos paraísos mineiros, palco de inúmeras atrações, incluindo o maior museu a céu aberto do mundo, Instituto Inhotim, agora entra pra história com o rompimento de mais uma barragem.

Triste.

Saudade da Barsa!!!

Discussões!!! Idéias opostas! Defesa de pensamento! Contraposições!

Isso tudo faz parte do ser social que somos nós.

Em todas as áreas as oposições de idéias, pensamentos e opiniões são imprescindíveis para o avanço!

São espécie de adubo para novas descobertas, para novos experimentos, novos rumos e caminhos.

Aquele que discorda de mim, me ajuda a evoluir.

A questão é que atualmente a discordância tem acontecido pela forma e não pelo conteúdo. Discordo de você não porque o que você sustenta é diferente do que eu penso. Mas pelo simples fato de você ser diferente!

Me explico.

Um determinado político que usa cores amarelas emprega um parente, ao que discordo com veemência pois ele usa cores amarelas. Não pelo fato de eu concordar ou não com o emprego do dito parente.

Pois, o mesmo fato, agora praticado pelo político que usa cor azul, tem meu aval.

Assim, a discordância pela discordância acontece sempre por motivos periféricos, e alheios ao verdadeiro conteúdo e objeto da discórdia!

Isso, a meu ver, respeitando as opiniões conteudisticas contrárias, tem duas causas maiores – excluindo os casuísmos – que são:

1. A excessiva polarização de tudo! Hoje parece que tudo virou um Fla-Flu! Parece que pra tudo você precisa ter um lado. Nem sempre “a” ou “b” são as únicas possibilidades. E nem sempre são excludentes.

O que nos leva a segunda e principal causa:

2. A falta de conhecimento sobre tudo. Vivemos na Era da informação, e nunca tivemos tanta desinformação assim.

As pessoas aparentemente sabem de tudo, qualquer assunto. Opinam e discutem como especialistas em qualquer área. Mesmo, e principalmente, nas áreas que detém pouco ou nenhum conhecimento.

Maioridade penal, desarmamento, sexualidade, habitação popular, leis e decretos, spread bancário, dívida pública, macroeconomia, tudo conteúdo de fácil acesso. Vide Facebook e demais redes sociais.

A falta de conhecimento só perde para a falta de noção e bom senso dos doutores em tudo.

Chega me dar certa saudade da Barsa, Mirador, entre outras enciclopédias.

Tempo em que perguntar, ouvir e aprender eram atividades anteriores a opinar!